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  • Elida Juliane

    Member
    26/06/2024 às 09:48 in reply to: Inner Drive

    Inner drive é a motivação para direcionar as próprias ações de forma significativa. Indivíduos com falhas nesse processo apresentam dificuldade em encontrar propósito para agir.

    Sabe aquelas crianças que entram na sala de IS e não conseguem interagir com o ambiente, não têm motivação para brincar? Essas dificuldades têm relação com a falha nesse processo. Por isso que reforço no curso que em muitos casos precisamos auxiliar a criança a compreender o que pode ser feito, dar exemplos, guiá-la, pois se ela for apenas pelo seu motivador interno, provavelmente a terapia não será tão efetiva.

    Att Élida

  • Elida Juliane

    Member
    26/06/2024 às 09:41 in reply to: Dessensibilização x habituação

    OI Ana, tudo bem?

    Vou te passar a definição dos termos, ok?

    Habituação é o processo NATURAL de adaptação a um estímulo sensorial. Por exemplo, pela manhã você coloca uma roupa, é esperado que no início você perceba essa peça de roupa e pode ser que algo te incomode, mas em pouco tempo seu cérebro para de entender aquele estímulo como aversivo e você segue a vida sem problemas.

    Dessensibilização é uma TÉCNICA de exposição repetida a um estímulo aversivo específico, com o objetivo de forçar a habituação. Normalmente é utilizada em casos de hipersensibilidade no receptor, como nos casos de amputações.

    Na Integração Sensorial NÃO usamos técnicas de dessensibilização, pois a dificuldade não é no receptor, e sim no processamento sensorial. Utilizar técnicas de dessensibilização pode prejudicar e trazer o efeito contrário, ou seja, a sensibilização.

    Att Élida

  • Elida Juliane

    Member
    26/06/2024 às 09:30 in reply to: Hipersensibilidade Auditiva

    Olá Jossyane, tudo bem?

    Pela toeria de IS, os estímulos inibitórios podem auxiliar no processo de modulação em qualquer sistema sensorial. No curso, tem uma parte que falo especificamente da parte de sensibilidade auditiva. Na referencia consultada (Schaaf; Maillouxe, 2015) elas sugerem como atividades para auxiliar na diminuição da hiper-reatividade:

    – atividades ou jogos que gradualmente insiram o estimulo auditivo, mas que a criança tenha controle da sensação (ou seja, ela possa ligar ou desligar, aumentar ou baixar o som);

    – emparelhar as sensações auditivas com estímulos inibitórios (tato profundo, propriocepção, balanço suave).

    Imagino como deva ser desafiador atender em um ambiente tão quente e sem o ar condicionado. Os pais relatam essa queixa em outros contextos?

    Quanto ao abafador, vocês tentaram outros modelos ou apenas o de uso externo?

    Att Elida

  • Elida Juliane

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    25/06/2024 às 21:37 in reply to: Reatividade

    OI Ana, tudo bem?

    Reatividade é a propriedade de reagir a algum estímulo.

    A reatividade tátil refere-se ao fato de responder ao estímulo tátil. Nesse item, na IS, podemos ter tanto um padrão adequado de reatividade, ou seja, proporcional ao estímulo oferecido, quanto podemos identificar os padrões de hiporreatividade e hiper-reatividade.

    Já a reatividade social, é a capacidade de responder aos estímulos sociais do ambiente. Algumas crianças com TEA apresentam reatividade diminuída às dicas sociais, investidas dos pares, etc.

    Ficou mais claro?

    Qualquer dúvida estou à disposição.

  • Elida Juliane

    Member
    31/05/2024 às 10:02 in reply to: Hiporresposta

    OI Jossyane, pode ser um quadro de pobre percepção vestibular. Logo, o tratamento é aumentar a intensidade e a duração dos estímulos, visando provocar uma resposta.

    Na intervenção fornecemos oportunidades frequentes para melhorar a sensação, a fim de alcançar o limiar sensorial da criança.

  • Elida Juliane

    Member
    31/05/2024 às 10:00 in reply to: Hiporresposta e pobre registro

    OI Sandy, vou te passar exatamente o que está no livro “Sensory Integration: Theory and Practice 3 ed.”

    “A hiporresposta sensorial pode ser difícil de se distinguir da pobre discriminação sensorial. Como a intervenção para essas duas disfunções se sobrepõe, nem sempre é necessário ser capaz de distinguir.”

    Recentemente fiz um curso da Elna Blanche no qual ela falou que na sua prática clínica acreditava que havia diferenças entre os dois quadros, mas que na literatura isso não é descrito de forma clara.

  • Elida Juliane

    Member
    31/05/2024 às 09:54 in reply to: VMI e discriminação

    Sandy, acredito que você esteja se referindo à discriminação tátil, correto?

  • Elida Juliane

    Member
    31/05/2024 às 09:53 in reply to: Rotinas Sociais Sensoriais

    OI, Lívia. Tudo bem?

    As rotinas sociais sensoriais também são descritos na literatura como jogos sociais. Elas são brincadeiras que envolvem trocas de turnos e comunicação através de palavras, gestos ou expressões faciais. Nesse tipo de brincadeira não há uma liderança, apesar de que, muitas vezes, quem inicia a brincadeira é o terapeuta ou pai, e normalmente não há o envolvimento de objetos.

    Os brincastes criam um ritmo próprio. Sabe aquelas brincadeiras que esperamos a criança olhar (ou dar algum sinal) para continuar? Ou então, estamos brincando e fazemos uma careta e a criança sorri, nisso repetimos? Ou quando paramos de balançar a criança e ela olha e nisso continuamos?

    As rotinas sociais sensoriais devem sempre fazer parte das sessões, pois elas fortalecem o vínculo e valorizam a reciprocidade.

  • Elida Juliane

    Member
    15/05/2024 às 09:46 in reply to: PEDI-CAT

    OI Karen, quer dizer que a criança tem o desempenho acima de 15% da população com a mesma faixa etária.

  • Elida Juliane

    Member
    15/05/2024 às 09:41 in reply to: BUSCA ORAL

    Olá, Karen. Tudo bem?

    Uma criança pode levar os objetos à boca com frequência (e morde-los) como uma tentativa de modular a informação tátil através da propriocepção. No entanto, quando você me traz que essa criança em específico tem uma reação exagerada ao escovar os dentes, precisamos analisar com atenção, pois isso pode ocorrer também pelo fato de ter alguém manipulando, pela demanda social, etc. Então, para clarear melhor isso é necessário analisar quais outras situações esse incômodo aparece, pois a dificuldade em apenas uma atividade não pode ser determinante para fechar um diagnóstico.

  • Elida Juliane

    Member
    07/05/2024 às 17:30 in reply to: Difícil de de engajamento

    Tainá, me traga alguns exemplos para eu conseguir te ajudar de forma mais pontual.

  • Elida Juliane

    Member
    18/04/2024 às 11:11 in reply to: duvida

    OI Giselle, tudo bem?

    Não foi abordado o tema de intolerância ao movimento, pois na literatura não ha nada específico sobre esse quadro e sua relação com o TEA. Como esse curso é voltado especificamente a essa população, não considerei pertinente incluir.

  • Elida Juliane

    Member
    18/04/2024 às 11:07 in reply to: Difícil de de engajamento

    OI Tainá, tudo bem?

    Bem difícil te dar qualquer dica sem ver o caso.

    Você relata ter baixado a demanda, mas será que ela ainda não está alta?

    A criança está passando pro alguma mudança na rotina?

    Sempre foi assim ou algo mudou?

    Me responda essas perguntas assim posso te ajudar mais.

  • Elida Juliane

    Member
    28/03/2024 às 09:33 in reply to: hipo

    OI, Giselle, tudo bem?

    É incorreto, sim! Segundo o modelo atual de disfunções de integração sensorial o único sistema que não é descrito como hiper ou hiporreativo é o proprioceptivo.

  • Elida Juliane

    Member
    18/04/2024 às 11:09 in reply to: hipo

    Ah Giselle, uma coisa que lembrei, você talvez ouça algumas pessoas falando em hiporreativo no proprioceptivo, mas não no sentido de modulação, ok? Mas sim em uma questão de uso ineficiente da propriocepção.

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